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Mostrando postagens de Dezembro, 2008

balanço

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na sexta parte do ano em que o tempo é arte, me harmonizei. Nas horas que findam o ano em que o tempo é dinheiro, Balanço. Evoco o meu balanço e vejo o caminho percorrido... amor-paixão desfeitos, vivido e findado com respeito e tempestade nos olhos, de ambos. À beira do pássaro branco represado, o diálogo aberto, sincero da paixão-amor que me ensinou o quão piegas e íntegro é o ato de amar, a crença e a fé de sermos zelados pela Força Divina. Dos olhos que carregavam o azul do céu me despedi, do violão belamente dedilhado que musicava as minhas tardes, me despeço e agradeço a companhia-aprendizado. chamo-xamã, faço-me xamã e na chama do fogo queimei as dores, os rancores, fimei-me no amor e no meu Ser, serenei...areei, me co-criei entre cânticos, "alma chicoteada", refiz-me em luz, enraizei, aterrei os passo palavras pensamentos sentimentos...sou o que sou no Amor, sempre! aceitei o passado-presente-futuro do amor antigo, que se refez novo a cada encontro e ja se refaz passado…

contrastes...esboço

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o sol não pode morar na lua

mas a lua mora na mulher sol
o sol
abre espaço
deixa a lua atravessar-lhe

per..."se"...vejo

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percebo no que me vejo

em quem me vejo, sou

se vejo através de mim

percebo o que vejo

vejo

sevejo o que vem a mim

vento

ali, acolá, alhure...percebo

permaneço, aceito

o que vejo, se, sinto

me vejo no que vejo em mim

ao mar

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Upload feito originalmente por leocarvalho

"Caminhante, não há caminho,
O Caminho é feito ao andar.
Ao andar se fa o caminho
E ao olhar para traz,
Se vê a senda que nunca se vai
voltar a trilhar.
Caminhante, não há caminho,
Somente rastro no mar"

Antonio Machado


até hoje, todo caminho me levou ao mar...

correndo o risco

basta estar vivo
para correr o risco de desafinar
de dançar fora do ritmo
caminhar sem ter rumo
do rumo ser desconhecido

basta viver para correr o risco
de morrer
de renascer
de amar
de rir e rirem para você
de aprender
de sentir a mente se expandir e não temer
basta agir no amor para correr o risco de parecer piegas
de abrir o livro e a mente não acompanhar o raciocínio
de ler ao mesmo tempo que a mente desacelera

basta estar vivo
para correr o risco de tocar tambor e perceber que a natureza interage com o pulsar
basta estar vivo para o coração deixar de pulsar

eu corro o risco!

salve jorge!

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Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
São Jorge Rogai por N…

três

Um Foi grande o meu amor Não sei o que me deu Quem inventou fui eu Fiz de você o Sol Da noite primordial E o mundo fora nós Se resumia a tédio e pó Quando em você tudo se complicou Dois Se você quer amar Não basta um só amor Não sei como explicar Um só sempre é demais Pra seres como nós Sujeitos a jogar As fichas todas de uma vez Sem temer, naufragar Não há lugar pra lamúrias Essas não caem bem Não há lugar pra calunias Mas por que nãoNos reinventar Três Eu quero tudo que há O mundo e seu amor Não quero ter que optar Quero poder partir Quero poder ficar Poder fantasiar Sem nexo e em qualquer lugar Com seu sexo junto ao mar... [Adriana Calcanhoto]

identidade...

é sempre assim, quando o leio quando vejo seus escritos as palavras que saem daí, traduzem com as daqui... ditas, escritas, pensadas, compartilhadas caminho bifurcado... e de algum modo juntos... agradecida!
"Pelo sim pelo não"
Sejamos amigos de nós mesmos
Primeiramente queiramos a nós
O que pudermos emitir aos amigos
Desejar o melhor, só assim ficará bem consigo.
Palavras desabafadas nem a todos há sentido
Se for ressentido não escreva, não diga, não minta. Palavras desabafadas mesmo buscando o equilíbrio
Se for para servir, melhor que tenha utilidade o que sinta.
Não falemos da brecha vivamos um só caminho
Em meio a tantas perguntas mais um "não sei de nada"
Eu me perdôo, eu lhe perdôo em oração, não sozinho
Iluminado enfim, para que o brilho não ofusque a caminhada.
Eu não me importo quantas for preciso voltar
Vou nessa simples busca de alguém para confiar
Indo em paz, para nenhuma indecisão revoltar
Vou trabalhando com o que posso para nos confortar.
Aproveitar do mal, só o bem que …
ossanha canta ao meus ouvidos
me leva pra perto...
saudade
o aprendizado de transformar no amor
tudo aqui dentro se movimenta...
apenas sou aquilo que nem mesmo sei ao certo
caminho, fortaleço
acolho-me
no amor que 'passou'
passarinho...
passo com carinho
passaro no ninho
passeio 'sozinho'
seio...
passeio...passareio
com amor montado no tempo

mapa

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apenas procuro nas minhas multiplicidades um mapa... redescubro meus horizontes, vozes dissonantes, olhar contrastes dentro e fora de mim... apenas soou



a força guarda os meus
ilumina, recrio meus caminhos
olho, aceito, agradeço, escolho, vivencio, acredito
viva a força!
viva ser vida!

fácil

"sim são três letrinhas
todas bonitinhas, fáceis de dizer..."
eu digo sim!para mimà vida à alegriaaos aprendizadosao movimento da vida, gerado pelo ventoaos pensamentosao amorao calor da pele, das palavras, das coresao caminho que ja se desenha, antes de eu atravessá-lo...hoje eu acordei com o sim dentro de mim...viva!

presente achado

a caixa de mensagem se abre
eis, que um presente se revela
no quintal de Mario
mar...rio
algumas palavras re-descobertas:

Eu queria trazer-te uns versos
Eu queria trazer-te uns versos muito
lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Sua palavras seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para os ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel.
Trago-te palavras, apenas...
e que estão escritas do lado de fora do papel...
Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente de puro,
ao vento da Poesia...
como uma pobre lanterna que incendiou
[Mario Quintana]

tear

com o amor não há o amor não está não está onde há amor eu estou, ser amor amor tecido... espaço tempo templo amor des-esquecido amor aquecido minha pele, meus tecidos idos...

finalizar

namorada...
na morada
minha morada
não há... nada
vazio, preenchido de mim
ex-namorada...
última morada, ar...
só...
areia que se solta
ampulheta que se quebra...
tempo...
solteira
sol...teia...areia
passo por entre os dedos, seus
areeio...sereio...
sereno o ar...
serenar as palavras que saem de mim
nada é tudo está
estar...movimentar
circular...
tudo finda em ar

no-a-mar-ar

existe dentro de mim um ermo uma vontade de ver o mar passagem... o mar, que mesmo passagem brilha para me ver... confusa... vazio...preenchido de amor muito amor só comigo só a esperança de ver o mar... esperança... esperar a dança um lugar, colo de criança criança... criar a dança dançar para o mar...
as palavras aqui escritas, incompreendidas
incompreender
compreender... prender...render...ser
renascer...
o amor se apresenta, inesperado para mim
inesperado... a espera interior, anterior
a qualquer palavra
confusa estou a cada abrir das mensagens
tudo novo para mim
amor idealizado? amor materializado
no corpo, olhar, pele, nos sentidos meus
amor dissolvido, sufocante para ele
na planta de nossas mãos: o mesmo caminho
as estradas rumam cada uma para um lado
bifurcações da vida
as árvores criam raízes
elas se desenham por debaixo da terra
sem que possa vê-las, rumam para outras direções
eu ja não o fazia feliz
ele me fez (faz) feliz, infeliz
infelicidade...a felicidade interiorizada
hoje eu acordei e entendi que o amor atravessou a rua
em calçadas opostas
essa foi a história
eu só comigo, só
apriendendo-me, harmonizando-me

em mim

'há uma luz brilhante refleida neste lugar' aqui dentro de mim chamo, canto a luz muitos são os meus cantares formas, cores e dançares do meu corpo areio...sereio... tracejo pelas curvas que a vida desenha sigo dando tom e colorindo a alegria de despertar, redescobrir-me a cada instante transformando-me dou conta dos anos que se passaram das histórias escritas das palavras-pessoas descritas, reencontradas sigo, só só caminho, atravesso a fronteira do espaço-tempo zelo pelo espaço-templo que me gesta no gesto em vida 'sou luz, sou luz, sou luz, eu sou o que sou' 'sou terra, sou madeira, sou a chama da fogueira'

interditos

em algum momento suspenso no tempo
o amor que acordara para mim
deixou de acordar para ele...

o que fazer?
respirar
trilhar

há um ermo dentro de mim
nó preso, olhos úmidos
as palavras dele
direcionam para um novo rumo

perco meu espaço
a planta que ele escolhe para guiá-lo
ganha mais uma vez espaço
diante de outras energias

passo o dia evocando os cantos 
encantos d'uma guia
mestra
guio-me na sua luz, mantenho-me na sua vibração
essa é a condição: irradiar a minha luz

eu sigo, só
caminho, só

passo os olhos 
"e-meio"
em busca de alguma resposta interdita
ainda não sei o rumo que coisas tomam

só sei que sigo só
estou só...
eu e o hiato dentro de mim

intercedendo

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cuida de mim, cuida dos meus, cuida de todos os filhos teus peço cura para o corpo, para a mente e o espírito afaste a pertubação que só traz desunião

sentidos, prece

a cada nascer do amanhã o amor renasce nasce em formas, cores, corpos as palavras ásperas, as questões suscitadas pelo novo amanhecer me ensinam a amar-apriender simplesmente ser compreender a minha outra parte harmonizar-me com suas diferenças, momentos as lágrimas escorrem, no primeiro encontro com a aspereza-palavras aperto no coração, nó na garganta apenas amo caminho, disciplino a rebeldia e insegurança amo com a segurança do amor que se renova a planta, minha 'mestra', me ensina a maestria afino-me com esse amor (seu amor) a planta, mestra me mostra o amor sendo gerado o nascer deste amor os nossos corpos, olhares compõem a forma desse amar o meu cantar, te traz para perto de mim sem perceber minhas mãos se unem aquecidas pela sua presença, me dão a firmeza de que te amar é parte dos frutos colhidos a-terro o amor para que ele crie raízes a mestra, a planta, me mostra as cores e cheiros formas desse amar-contemplar eternizado terno amor,co-criado graças a deus