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Mostrando postagens de Outubro, 2010
faço do silêncio palavra subextrato da vida inspiração da forma lavro o segundo...hiato tempo parado no ar

transliterar

translinhando pra dentro
transformando-me fora
transitando por entre
transmutando o agora
que assim seja

ensaio VII -

As quatro tiras de madeiras em comunhão com a superfície lisa e laminada formam o quadro-portal das vaidades cotidianas. Em meio aos adesivos, fotos e trechos de poesias Ela-Eu se projeta nos sonhos e reflexões. Atrás de si, a parede lilás revela a vontade de quem um dia quis a transcendência.
Na ação cotidiana, Ela-Eu respira e observa os traços da história. Há quanto tempo não se observava com tamanha curiosidade? O que de novo Ela-Eu pode se revelar? O que muda neste estado riacho da vida?
Ela-Eu percebe os rastros da passagem do tempo, a pele cor terra, barro pisado recebe o relevo dos moldes pelas mãos de um deus qualquer. Longe de ser beleza padrão, o negro da pele contrasta com o branco que protegem os olhos-jabuticabas que deixam escorrer a paz e alegria.
Sem negar o empapuçado de quem acabara de acordar, o rosto carrega o calor da cama. Enquanto Ela-Eu se observa, desperta em si-mim a vontade de auto-tradução.
Honrado leitor, veja como Ela-Eu traz consigo a vaidade e individuali…