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Mostrando postagens de Agosto, 2010

fala, cala

eu quero falar
não consigo
há barulho, balbúrdia
aqui dentro lá fora
silencio
observo
organizo para aceitar
fala-cala
falei
alívio

ensaio quinto - Ela

Caro caminhante, não costumo dar recados e tampouco orientações. Contudo, ao ler o texto que desponta logo abaixo, procure respirar, viver e imaginar. Tudo pode ser muito vago, mas nem tudo é o que parece ser. Isto é quântico.

O céu claro confude-se a linha do horizonte-rio. O que a personagem estaria fazendo neste cenário? Pouco se sabe, muito se especula. Há fantasia, há imaginação no retrato que seu visual romântico e antiquado inspira. De onde Ela vem, o que Ela faz? Nada sabe o observador que cria esta história. Ela, pronome pessoal, se transforma em substantivo próprio, personagem central desta narrativa.

Ela, guarda-chuva na mão, observa. Ela numa linha perpendicular aos galhos, que saltam o olhar, revela sua baixa estatura. Ao fundo, a parede de pedras é entrecortada pelos ramos e galhos esverdeados. Aos seus pés a água penetra o solo. Ela, permeável, assiste a dança das folhas e o canto do vento. Do que nada se sabe, na observação de sua imagem em composição com a paisagem, há …
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