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Mostrando postagens de Fevereiro, 2010

temp-l-o

no tempo templo que descortina o infinito me curvo diante do oito deitado desajeitada busco a dimensão da incompletude dos caminhos observo-o desenhando na minha face minhas expressões daquilo que fui, sou serei nas mãos as linhas vão se refazendo tateio sigo os contornos em busca de resposta faço um acordo, tempo caminho, organizo-me aprendo-te, templo tem - por por muitas que sou in-finda
anseio por suas finalizações
Imagem
me pergunto para onde seguir diante do abismo que me faço, observo o horizonte sem explicações, decanto a poeira que levanto  danço canto respiro choro a hora da parada se faz na ação dia-noite-dia sincrônicos como a mandala da vida morte-vida-renascida se-ver-i-na quantos foram os meus nomes? caminho sem deixar rastro observo as marcas na trilha guardo aguardo a resposta-intuição na morada do sol vou seguindo quem em mim de despede? me calo diante da confusão peço esclarecimento discernimento para seguir como num barco a deriva vejo as ondas da emoção ações que se externalizam vou findando o emaranhado de minhas histórias finalizando os pedidos e semeando buscando conquistar sem me perder o abismo está lá cada vez que me aproximo respiro mais fundo clareando e sombreando as minhas dimensões silenciando os meus demônios pedindo aos meus anjos que falem e que eu seja capaz de ouvir
e responder aos sentidos

caos

lá fora festa...
dentro de mim a mudança
e uma vontade enorme de calar-me
falar somente o necessário
se, necessário
dificuldade de silenciar
na harmonia
cizuda,
calada,
fechada
tentando me isolar
como leão que quer ficar na toca
sem ser tocada, sem querer tocar
silenciar
e vivenciar cada escolha
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