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dá oferenda

eu, você os olhos me oferecem em olhar você se oferece em sorriso o silêncio nos oferece cantos a intuição traz o encanto o vento, o giro, o movimento nos oferecemos o encontro eu me ofereço em pele você se faz reticências ... me pede oferecimentos o coração se oferece em amar você finge não despertar eu te dou palavras me doou em versos ... e você resiste em se entregar a se a entrega não pensasse... os corpos dançariam

hoje

hoje não escreverei para você, não por mais que as palavras pulem do centro do meu peito elas não serão direcionadas para você as trago para mim, apenas para mim essa saudade que faz ventania no centro meu peito hoje não a direcionarei para você esse vento que me habita fazendo os sentimentos dançar não deixarei que eles me orbitem hoje as palavras não caminharão para te encontrar não deixarei que elas se percam nesse labirinto hoje não as prenderei nas imagens que o desejo cria hoje não desejarei estar perto de você hoje não quero estar em você hoje você não está em mim te tiro do meu hoje hoje sobretudo hoje, eu não te quero em nada hoje no todo que me sinto vazia não deixarei esse fluxo-sentimento me preencher hoje não te colherei nas minhas escolhas hoje eu me habito, sozinha somente, só... mais eu

Elaeu e ele

Elaeu encontra com ele no sonho, passam sonhos e mais sonhos versando sobre o tudo...ao despertar, o que Elaeu queria é que a matéria ar da qual é feito os sonhos virasse terra em ponto de argila para o encontro ser moldado pelas mãos-corpos d'Elaeu e d'Ele... ...a se a escrita saisse por ai dançando...

Delaeu

Dos quandos Elaeu resolve amar, o peito se abre e a vida vira dança Elaeu silencia diante desse precipício que é o coração Elaeu caminhante que é, faz do centro do peito sua crisálida  Elaeu sonha em voar-caminhar, sem demora e encontrar... Elaeu só quer que a linha do horizonte seja o porto para o coração

a se a

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as palavras resolveram pular-me pulsadas nesse redemoinho coração quero silenciar-me, elas palpitam-me precipito-me? o amor é um precipício braços abertos, convertidos em asas nessa casa-corpo, o coração é uma brasa a se ao invés de escrever-me eu... você... deixo o silêncio desse pensamento viajar-me o porto-destino sempre é o coração o meu... o seu... a se a palavra aqui dita se converte-se em toque em mim... em você a se a alma em nós despertada traduzida no silêncio em... corpos em sons a se a boca desse conta de desaguar o desejo tantos atravessamentos o tempo... a se ao invés de escrever as palavras virassem toque escorressem nos corpos dissolvessem os ossos  nossos nos deixando em nós sós, apenas nós.

Ameu...

Amar é caminhada de formiga em busca do mel

um dia de leão

"Um polen, uma folha, um atomo... não sabia ao certo dizer o que. Mas veio. Veio até mim avisar que nascia hoje a anos atrás uma nova leoa, tão igual e tão diferente. Leoa cor de jambo com juba negra, sim essa leao tinha juba e como. Duas onix reluzentes nas cavidades oculares e um couro meio bronze. nascia uma leoa que não era só caçadora, era fuçadora, protetora, amadora, buscadora. Uma leoa que não precisava da sombra para descansar mas optava por parar de vez em quando só para sentir o farfalhar das matas sobre seus pés. Uma leoa que gosava sim de reluzir ao sol, com seu couro abronzeado ela sabia que reluzia como poucas. mas aprendeu a andar pelos menos brilhantes caminhos para assim aprender com delicadeza que tem hora para o show e hora para acalmar-se. Uma leoa que ao crescer continuava com as brincadeiras com os pequenos, rolava na relva, brincava de pega pega e ao mesmo tempo tomava os menores pela boca, dava uma boa rosnada e explicava os porques dos sins e ...