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euvoucê

quero escrever quero te escrever quero me escrever, você quero te ter inscrito nesse escrito quero não responder quero corresponder quero correr e pousar em você quero ousar com você nas inscrições do tempo quero perder o tempo e achar o tempo quero achá-lo nos traços, no ritmo marcado no compasso, bambear-me o passo quero não perguntar o que fazer quero apenas confiar-me  quero só silenciar-me quero calar-me quero só somente só me saber quero me saber, sabendo-te que sempre que me saibo sei mais sobre você
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Elaeu resolveu femeninar-se.  Broto-flor que Elaeu encontrou no caminho, desvendou-lhe o infinito. Elaeu resolveu aninhar-se, assim, como felino.  Elaeu se encantou com o seu menino interior, lançador de bola, Elaeu circundou. Elaeu compreendeu-se gestação, nove passos a dentro do seu pensamento de íntima fecundação. Elaeu fez silêncio para pausar o pensamento-oração. Elaeu no ventar do tempo, ninou-se.

palavrança

quando as palavras me convidam para dançar respiro para pausar o pensamento instante de vento ja não há mais nada escrevo só me resta o vazio se escrevo o que habita o dentro me soou no infinito

lança-dança

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o presente é dança dança que me lança numa roda viva que as pernas estão elas caminham caminhos, rumos que infinitos não cabem nos horizontes do olhar eu danço nessa lança certeira música em cadência  evocando a ciência da memória me tecendo em novas histórias eu danço num passo de compasso onde o passado é estado de um ser eu danço essa e-terna mudança silenciando o espaço nesse tempo de me ser

fadista

acordo-me fadista com uma gota gosto oceânica  inundada de um vazio sem tamanho, sem remanso a cor do meu fardo um fado saudade sem personagem eu mesma, no mar de mim a dor do meu fado sem cor, banhado no sal corpo de mim, purificado lavado em minha'lma acordo-me sem mar acordando com a vida inundando-me no lar que me sou

Téra Lonji

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escrituras

estou a dizer-me "escreva-te" escrevo-me com letras inletráveis num alfabeto de silêncio compondo-me de palavras invisíveis escrevo-me em frases não ditas num corpo em curvas silabando sons indecifráveis escrevo-me em formas deformáveis contornos esboçados coordenando movimentos indançáveis escrevo, inscrevo e transcrevo em versos não retos em rimas não ricas em palavras desditas em silêncios desfeitos quando me escrevo desfaço refaço transe-passo nos versos que me são de dentro e ainda assim, não os escrevo