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escrituras

estou a dizer-me "escreva-te" escrevo-me com letras inletráveis num alfabeto de silêncio compondo-me de palavras invisíveis escrevo-me em frases não ditas num corpo em curvas silabando sons indecifráveis escrevo-me em formas deformáveis contornos esboçados coordenando movimentos indançáveis escrevo, inscrevo e transcrevo em versos não retos em rimas não ricas em palavras desditas em silêncios desfeitos quando me escrevo desfaço refaço transe-passo nos versos que me são de dentro e ainda assim, não os escrevo

aguas

dos abraços com os oceanos nos encontros não me sou tamanho   para tanto amor

gesta

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serei quero ser-me mãe gestar-me em palavras em gesto em silêncio parto-me
para o meu alento  quero asa e vento

eumim

quando Eumim senta para escrever relembra que esse é um jeito de se ter

arrebatações

Então Elaeu arrebatou-se. Na verdade Elaeu, arrebentou-se. Há tempos que Elaeu não sentia seu chão assim: aguar-se. Nesse mar de rebentos que arrebentam Elaeu contra as paredes de sim mesma, Elaeu resolveu não lutar. Sem embarcações, Elaeu há dias sente sua voz embargar, tanta coisa por dizer que as palavras parecem pular. Elas pulam não da boca, mas pelos olhos, escorrendo e desenhando na pele um rio. Um rio d'Elaeu não é um sorriso, Elaeu está só com em si. Sem dó ou acordes, Elaeu acordou para as emoções. https://soundcloud.com/maite-freitas/das-coisas-que-o-tempo-contou
enconchar: 1.torna-se concha. 2. perolar