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adentro no meu templo aprendo com o tempo

tempo-são

se for pra nascer temporão que tenha a raiz fincada no chão-coração.

ser tão

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quando as palavras silenciaram, fez-me vento alento para o não pronunciado olhos atentos ao amor anunciado sem saber quando chegar o caminhar aterriza no solo coração que ainda sozinho, se faz em imensidão o corpo terra fértil em combustão palpita e venta nesse meu ser tão

foz-voz

sei que fui muitos oceanos se hoje aporto nas atlânticas terras minha parte água navega esferas que orbitam um ser tempo as vozes que habitam dentro de mim criam paisagens aprofundando raízes mesmo sem saber todos os sentidos honro uma a uma no presente pedindo licença ao que passou sigo em frente, integrando recebendo celebrando essa força de forma inominável me atravessa me interpreta me representa e me apresenta ao que eu vim ser se encontro a foz a converto em voz

virgens concepções

Orai por mim, orai pelos meus Orai pelos seus Desatando os nós de todos os nós Concebendo uma vida de beleza, prosperidade e respeito a tudo que foi e será concebido Lave os caminhos e leve toda mágoa nas águas corredeiras Limpai o olhar, nos ensinando a caminhar Ao som do seu ijexá Mostrai-nos o caminho do equilibrar És a mãe que ensina a amar Nos ensina a dar o melhor No ouro de seu brilho, receberemos  abundância Nessas andanças,  Nos ensine a sua dança Tens leveza e beleza Salve Nsa Sra da Conceição! Ora iê iê mamãe Oxum

velha temporina

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"o respeito é uma licença" eu que também sou velha, peço licença para respeitar esse caminhar
No dia em que Elaeu aprendera a caminhar, nuvem se fez. Pé pós pés em chão que de tão delicado, se dissolveu Elaeu e o seu Eu caminhante. Elaeu passareava na terra, quanto mais caminhava mais Elaeu alinhava sua passada. Elaeu olhava e o tempo com ela caminhava. Os pés abriam-se. Dedos espaços sentiam o chão escorrer. Elaeu aprendera a caminhar sem se deixar. Elaeu dançandava, o chão ao pouco se elevava. Elaeu ia profundo num mundo que só ela desconhecia. Elaeu ia.