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fim

nos encerramentos da vida o coração silenciado  respira silêncio, reconstruo  o meu inteiro interior

tem oração

cai  sai  corri para dentro de mim num véu de ilusão tecido pelos caminhos percorridos observei  escutei nesse caminho tem coração? pulsei impulsei e retirei de mim o que eu sei nesse cão-guia que é o coração se faz a proteção

se-mente-mento

sentimento se fez assim vento soprou  virou semente dentro do corpo

átomos

sem janelas sem portas consigo ver o horizonte

idas

deixo algo brotar um gotejar ofusca o olhar o coração timoneia no mar partir...ir parida... partidas são as idas de uma vida distâncias que anseiam e me embalam  no porvir
palavras brotam não sei se são flores  ou  gotejar de oceanos

peixando-se

quando Elaeu resolveu silenciar diante das palavras e dos fatos da vida, algo aconteceu. o que era silêncio inspiração transformou-se em vazio. o espaço ecoou ruídos de um inconsciente medroso e covarde. o coração invadido por águas quase fez o corpo explodir. Elaeu olhou para cima e se viu diante do oco. cada ponto brilhante naquele mar firmado, eram vazios por onde as ideias se deixavam seguir. ir para onde? Elaeu caminhava, agora muda. E-mu-descidas Elaeu mais uma vez desceu... o caminho se converteu em mares, Elaeu peixava-se.