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escrevedora

dedico este escrito àquela que para mim escreve,  nas páginas das cadernetas, no holograma, nos campos-corpos da ideia eu não te-me re-conheço,  eu te-me des-conheço quantos são os traços que trafegam no meu-seu emaranhado de ideias? re-vela-me para juntas morrermos-nascermos a cada folha des-cartada presenti-fica-se quiser, querendo, sendo crescendo e amadurecendo os frutos-luscofusco de nosso sons-palavras eu dedidlho e vou percorrendo os caminhos em busca de-te encontrar mais e mais sem querer parar, a vida olho de furacão me desafia sem saber como continuar, os des-caminhos me levam para o interior, meu-seu céu-inferno, mergulhamos eu-te escrevo ja encontrando, ja saindo, entrando contando as histórias, revendo os tecidos que me vestem você-eu onda ponta de dedos ponta de lápis folha, página em branco eu-você apenas: um traço-fonema de ideia

vento e sussurro

Imagem
um-eu grito um- eu sussurro vento pra dentro de mim gesto sustentado no ar respiro trago o fogo pra dentro expresso e gero pra fora cores, letras e números eu simbolizo a transmutação de ser sendo, estando e estado aprendendo, humano

cêr

penso que permancer é um jeito de mudar por isso sempre estou
sem perceber, como e porque a água brotou e escorreu pequenos contornos, mão ao encontro seco

esperanto

meu amor fala esperanto por isso, meu coração te espera com cantos afinados guiando seus caminhos

passageira

por estar de passagem, carrego em minha mãos flores, lápis e a chave por estar de passagem, vou trilhando com encantos abrindo os portais por estar de passagem, trago comigo o amor meus pares, irmãos por estar de passagem, agradeço o vazio o eterno e o devir por estar de passagem, sigo

moradas

de lápis em punho, folha em branco vida eu ainda espero ser arrebatada pela epifania desconstrução sem saber o que fazer com a linguagem , rabisco as palavras translitero os amores são muitos os amores que moram dentro de mim aprendo ser morada de mim