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esperanto

meu amor fala esperanto por isso, meu coração te espera com cantos afinados guiando seus caminhos

passageira

por estar de passagem, carrego em minha mãos flores, lápis e a chave por estar de passagem, vou trilhando com encantos abrindo os portais por estar de passagem, trago comigo o amor meus pares, irmãos por estar de passagem, agradeço o vazio o eterno e o devir por estar de passagem, sigo

moradas

de lápis em punho, folha em branco vida eu ainda espero ser arrebatada pela epifania desconstrução sem saber o que fazer com a linguagem , rabisco as palavras translitero os amores são muitos os amores que moram dentro de mim aprendo ser morada de mim

ave-re

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primeiro em pé depois sentada sem que percebesse está no chão os braços abraçam as pernas e escondem sua cabeça pede para que dali em diante caia terra a terra cai ela espera se tornar árvore

arcanjo

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barco rumo ao horizonte sem que eu abra os braços ele se aconchega deitado entre as montanhas, eu observo quem és? silêncio... observo aquela semente-gente o levo para o mar corpos banhados, cantos encantados acalanto aquele pequeno ser sem ainda ser terra, ainda semente, eu o aguardo zelando pelo caminho, peço licença laroyê, aos protetores que os caminhos se abram pra sua chegada

convocalunações

"A fase é de revisão e introspecção. Um mergulho em suas emoções mais profundas"  em minhas profunda delicadezas me conecto com a fase que é nova... desnova pra fora sentimentos e o caos antigo convocada a renovar, mergulho na tradução de um estado quais são as cores de minha consciência? cores são traços, tingimentos do corpo no espaço não me basto no caos, por isso ordeno lunando e convocando as emoções reflito sobre os caminhos

luscofussoar

há muito que não me debruço na janela o olhar que busca um horizonte  hoje olha para o alto Ela-Musa Mãe ilumina as profundezas quantas delicadezas guardo em mim? eu seguindo a viagem deixo o olhar transbordar o amor-luscofusca o meu caminhar eu, balançando tento encaixar-me à medida que Ela-Musa ilumina,  desencaixa as vértebras desalinhando-me observadora de um tempo que não esgota vejo o alto que não finda eu pequena diante de ser-eu gigante eu gigante abraçada na imensidão eu...derretimento de tempo eu...construtora do meu templo eu aprendendo a luscofussoar  as intermitências da vida