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carinho

receptiva sereno diante das profundas mudanças existo fora de mim, uma outra se apresenta observo, cada movimento uma ação dela, uma reação minha respiro tão plena de seu caminhos, de sua beleza eu diante do novo nova possibilidade são muitos os amares e as formas de amar remexo nos padrões um a um eles caem revelando quem sou diante das minhas escolhas na alegria e com alegria cada segundo ao lado dela segredos, aprendizados confissões, cantos e encantos respiro e observo me observo diante do novo proposto receptiva que sou para o amor

ele

ele para além de mim, se apresenta. eu em mim, recebo o encanto. estado de encantamento meu autoconhecimento. ele tímido. eu leoa, o estudo. sem pressa. sem intimidar acertiva de mim, como seta. ele, o alvo. alvo... em sua branquitude me vejo em muitas africanidades possibilidades ele: braços cruzados sem saber como tocar eu menina de mim sem saber como beijar em sincronia com a natureza-minha silenciosamente a-guardo

constru-ação

ela dorme. olhos cerrados ela se pergunta por onde começar. turbilhão de pensamentos, querências e sonhos caminhos de pedras invisíveis feitas de luz caminha. amanhece, recebe os carinhos do guardião amor puro, leal e verdadeiro. observa os olhinhos arregalados e nariz gelado. ronron. ela se apronta. no caminho traça as palavras que devem ser escrita. mergulhada em meios aos livros, tece a rede de informação. lembra o número grafado no vapor. dentro dela calor, de um corpo que espera o amor-novo respira, observa seus pensamentos, desejos não há espaço, não abre brecha. apenas observa. inter-age, comunica a ação externa. interliga e observa. guarda-se e se prepara para o novo amanhecer ao amor que virá: apenas quer que saiba que está: pronta, serena e construindo sabedoria

inusitado

calça jeans, mochila, casaco preto. Ela está atrasada. chuva, frio, sono e a pressa de chegar o quanto antes. roda a catraca e coloca-se próximo à porta, afim de evitar tumulto. observa os passageiros, inventa história, olha lá fora... o vidro embaçado, caras fechadas, olhos anciosos focam o relógio. observa. à sua frente um rapaz, tatuagem no braço: um texto indecifrável, olha na sua direção. ela observa. ele tira a malha, dobra a camisa e olha em sua direção. ela observa, curiosa. nos pensamentos inventa história, relembra algumas histórias. uma moça se levanta, ela senta e observa. vidros embaçados. "Posso abrir um pouco a janela?" "sim". ela abre e sente o ar mínimo entrar. a moça se levanta, ao seu lado: vazio. ele levanta e pede para se sentar. ela cede o espaço, ele senta, abre a janela. ela observa. ele desenha no vapor do vidro, ela observa. números, ela observa e memoriza os escritos. ela ri, internamente. pega o celular e grava o número. ele observa. ela ...

ex-istencial - essencial

cansada canções que surgem do nada um nada que não é vazio, em meu vaso de poesias, frase, versos e muscicalidades brotam, floram e espinham existencialismos, feminices existo e isso me basta. se me descubro a cada instante, é sinal de que há mudança se muda se dança apenas existo sem retiscências, vírgulas em demasia pontuo a vida traduzida na escrita colorida, monocromática polifônica, afinada afim de descobrir um tudo de possibilidades infinitas escolhas e eu nas múltiplas minhas sendo apenas uma.

deste lado

é noite. sala cheia... perco seu rosto no meio de tantos outros... ele acompanhado...ela do seu lado eu lado a lado com a expectativa, encanto desajustados... a paixão que brotava e me divertia... eu esclarecida, com frio na barriga daquele lado sem saber o que se passa aqui: vento... palavras...

encanto

nas idas e vindas deste renascimento o encontro na jornada, tão sábio tão sensível...meus olhos atentos encantada... não sei como seguir... há muito que não me sentia assim frio na barriga ele visita meus pensamentos eu respiro e deixo-o seguir e criar as histórias